Eclosão de 2 corpos.

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O que aconteceria se um dia o sol encostasse na terra? Catástrofe. E das grandes. Mas será que seria uma eclosão ou uma simples explosão? Daria pra considerar esse acontecimento como um segundo Big Bang ou seria só o fim do mundo que a gente conhece mesmo? Pergunto isso porque cada vez que você me penetra eu sinto como se minha alma fosse perfurada e invadida por algo, até então, desconhecido por mim. Mas isso definitivamente não é um sentimento ruim.

Há quem diga que todo início precisa de um fim, mas eu discordo. Porque tu és o meu início e o meu fim. Ao mesmo tempo. Tu chegastes quando eu menos esperava em uma noite fria de junho, eu lembro bem. Tu veio de mansinho empurrando a lua que insistia em descolorir o meu sorriso e trouxe contigo o brilho de volta. Tu fez eu achar graça da vida e, por pelo menos alguns minutos, ser otimista em relação ao futuro. Futuro: palavra essa que eu nunca me imaginei pensando ou falando sobre. Palavra que já não faz mais sentido sem ti. Sem nós.

E ainda assim, eu gosto (muito) do escuro. Adoro a sensação de solidão que a noite causa. Mas eu gosto ainda mais de sentir o teu calor nessas noites frias. Eu gosto do teu cheiro se misturando com o meu no ar enquanto nosso suor escorre pelos nossos corpos. Eu gosto de te ouvir falar ‘te amo’ no meu ouvido quando eu menos espero. Eu gosto da nossa intensidade. E eu gosto tanto que nem me esforço pra esconder, tu bem sabe disso.

Acho que se eu tivesse que escolher apenas um momento do qual eu mais gosto pra falar da gente, eu diria o quanto eu gosto da sensação de alma lavada que eu sinto a cada vez que saio da cama depois de algumas horas contigo. Juntos nós desafiamos completamente as leis da física, pois tu faz o meu mundo parar de girar por alguns segundos, como se não houvesse gravidade. E de fato não há. Não há absolutamente nada entre a gente. Não existe força que seja capaz de nos impedir de ser o que somos: nós.

Então, o que aconteceria se o sol um dia encostasse na terra, afinal? Eu não sei ao certo. mas sei o que acontece a cada vez que tu, sol, encosta em mim, terra. Tu afastas de perto toda a escuridão que a noite traz e, com teu brilho próprio, me dá vontade de brilhar junto. Quando nosso encontro acontece, o brilho é tão intenso que nem mesmo a noite é capaz de interferir. E se depender de mim, nós dois ainda vamos eclodir um mundo juntos.


dedeblog2

Fernanda Dal Cero. Gaúcha. Libriana com ascendente em Áries e lua em Leão. Estudante de Psicologia e Ciências Políticas. 8 ou 80. Intensa, detesta qualquer coisa que seja pela metade. Inconstante e teimosa. Se apega facilmente à simplicidade dos detalhes. Sincera às vezes até demais, escreve pra aliviar a alma. Paciência não tem, mas amor tem de sobra.

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