Sobre amores e tempestades.

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Todo mundo sabe da minha paixão por tempestades. E todo mundo sabe, também, do medo que eu sinto do vento forte que antecede a chuva, dos trovões que estremecem o céu e, principalmente, do brilho estrondoso que aparece a cada raio novo que se forma e ilumina a escuridão. Eu amo os raios. Mas eu também tenho medo deles.

Mas porque tu acha isso tão fascinante se tu tem medo?” – as pessoas me perguntam. Então eu respondo: porque os raios pra mim são como o amor. Amor? Sim. Aquele sentimento tão bonito e tão intenso ao mesmo tempo, que nós todos conhecemos. Tem uma frase de um documentário do Discovery Science que diz a seguinte frase:

“O raio é mais quente que o sol, tem 16km de comprimento mas só 2,5cm de espessura. É a mais poderosa força elétrica da terra, é criado pelo gelo, mas queima.Ele mata. Ele fere. Podemos capturá-lo, imitá-lo, mas nunca controlá-lo.”

O raio – que é formado a partir do gelo – é mais quente que o sol. O raio pode ser muito longo, mas nunca é grosso. O raio é a força elétrica mais poderosa do nosso universo. E ele fere. Ele mata. Ele causa danos irreversíveis. Nós podemos imitá-lo, mas nunca chegaremos a perfeição do original. Nós podemos capturá-lo, mas de nada adianta deixar algo tão bonito preso. Nós podemos até mesmo fugir dele, mas é impossível ter controle sobre. Ele aparece quando quer, sem avisar se vai ser forte ou passageiro, se vai deixar marcas, se vai doer ou se vai apenas iluminar. E assim como ele aparece, ele vai embora. Sem data. Sem aviso prévio. Sem medo. Mas, qualquer semelhança disso com o amor é mera coincidência né?

Os raios são sempre muito intensos, inconstantes, fortes e rápidos. Um raio nunca tem hora marcada pra aparecer. Mas, quando aparecem, basta uma fração de segundos para vê-los piscar no céu e, em seguida, sumir. Não se sabe exatamente de onde vieram nem pra onde foram. Só se sabe que estiveram ali. Que deixaram marcas. E que sempre vão voltar. Não apenas naquela tempestade mas em todas tempestades posteriores. E o amor é assim, não é? A gente nunca sabe quando ele vai surgir. Nem como. Muito menos pra onde ele vai nos levar. Nós nunca estamos prontos. Mas quando ele surge, vem com tudo: dá um tiro certeiro no peito que, se não for cuidado e tratado de maneira certa, pode destruir tudo, tal como um raio.

E assim como eu tenho medo de raios, eu tenho medo do amor. Fujo dele bem como o diabo foge da cruz porque o acho tremendamente assustador. Mas nem mesmo assim ele deixa de me encantar. E é por isso que eu sempre volto. Apesar de. Gosto tanto de sentir e vivenciar o amor… Mas observá-lo, nem que seja de longe, as vezes é bom também. Eu tenho uma admiração inexplicável por esse sentimento. E mesmo em meio a todos os medos, essa admiração com a qual eu o enxergo sempre prevalece. Bem como a minha admiração pelos raios.

Pode até ser (e acredito mesmo que seja) contraditória a ideia de temer algo que, ao mesmo tempo, se admira. Mas como todo mundo sabe também… Eu nunca busquei sentido nas minhas teorias, apenas explicações. E a única coisa que eu espero ter certeza daqui pra frente é que:

“Que nosso amor não seja passageiro como uma tempestade, mas que o sentimento seja tão forte quanto a intensidade de um raio.”



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Fernanda Dal Cero. Gaúcha. Libriana com ascendente em Áries e lua em Leão. Estudante de Psicologia e Ciências Políticas. 8 ou 80. Intensa, detesta qualquer coisa que seja pela metade. Inconstante e teimosa. Se apega facilmente à simplicidade dos detalhes. Sincera às vezes até demais, escreve pra aliviar a alma. Paciência não tem, mas amor tem de sobra.

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